Marquês de Pombal, a TSU alfacinha

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Diz o presidente da Câmara que a culpa é dos automobilistas que não acertam com a faixa certa… Rita Baleia/arquivo

Ao que parece, um dos objectivos da mudança é tirar carros do centro de Lisboa. Os outros segundo li, são combater a poluição atmosférica e atenuar “o conflito entre o transporte público e a viatura individual”. Diz que é uma experiência para ficar até ao Natal.

Como não quero entrar em guerra com os autocarros da Carris nem contribuir para a poluição atmosférica tomei a única decisão sensata que se me oferecia e deixei o carro à porta de casa. Como bom munícipe, agi como mandava o dr. António Costa. Não por confiar na experiência, mas por ter o sentimento empírico que o mais certo era a coisa dar para o torto. O dia deu-me razão.

Do Rato até ao Marquês, por volta das nove e meia da manhã, o cenário já assustava. Carros parados e fumo e mais fumo a sair dos tubos de escape. Via-se a Fontes Pereira de Melo cheia, no sentido do Marquês, e vazia no sentido do Saldanha. A rotunda exterior atafulhada de carros e autocarros e a rotunda interior às moscas. Do Marquês a Picoas, o cenário repetiu-se: buzinas e apanhei com gases de escape como nunca. Se quiser escapar à poluição terei que vir… de carro.

À tarde, experimentei o autocarro. Para não contribuir para o conflito entre o transporte público e a viatura individual. 20 minutos para ir da Braamcamp à Fontes Pereira de Melo. E havia pouco trânsito.

Diz o presidente da Câmara que a culpa é dos automobilistas que não acertam com a faixa certa… Eu fiquei a perceber que a rotunda trocou as voltas aos automobilistas, que o peão tosse por causa a poluição que devia desaparecer e que o transporte público pura e simplesmente não avança. Se não é pedir muito, depois digam-me quem ficou a ganhar com a experiência. A ver se até ao Natal nos livramos desta TSU rodoviária.

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