Sucedem-se as convocatórias para acções de protesto em simultâneo com a concentração da CGTP

O número de inscritos para a marcha da central sindical aumentou "drasticamente" desde a apresentação do Orçamento do Estado.

Até quinta-feira 17 de Outubro o “movimento” que lançou a convocatória “Fazer pontes, ocupar a rua, parar o porto de Lisboa” não tinha rosto.

Ao PÚBLICO Guilherme Príncipe, uma das pessoas envolvidas na mobilização, deixou escapar que a iniciativa, ainda que fosse “aberta e múltipla”, seria reivindicada publicamente por alguns grupos. Ao final da tarde, António Mariano, actual representante do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul de Portugal, reivindicou a iniciativa no blogue 5 dias.

“Estamos nesta luta sem hesitações e para forçar o Governo a sair definitivamente de cena. A sua demissão é o primeiro passo para mudar a nossa vida. É por isso que lutaremos sábado. É por isso que lutamos todos os dias”, lê-se no comunicado intitulado “Fazer a luta toda até que seja o Governo a ceder”.

Nas redes sociais circula um apelo da autoria do militante e deputado comunista Miguel Tiago, que insta aos motards a engrossarem a marcha sobre rodas que vai ter lugar no sábado na travessia da Ponte 25 de Abril de Almada para Lisboa.

"Quem alinha em participar na manifestação de sábado 19 de Outubro contra a exploração e o empobrecimento, nas respectivas montadas, assim engrossando o caudal humano da luta contra as políticas que destroem o país e a democracia?", desafia Miguel Tiago  

Tanto o comunista como o representante do sindicato dos estivadores apelam à participação na concentração em Alcântara promovida pela CGTP. A grande diferença está no timing. Enquanto a iniciativa de Miguel Tiago está programada para o tabuleiro da Ponte 25 de Abril, António Mariano está a organizar um plenário de estivadores na Gare Marítima de Alcântara "que terá início no final da manifestação e não tem hora para acabar".

O coordenador do grupo de trabalho da organização da manifestação da CGTP, Armando Farias, descarta todas a responsabilidades e assume que a "CGTP não tem conhecimento de nada disso, a CGTP só está a organizar a concentração em Alcântara, tudo o resto é à parte".
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Sem se comprometer com números exactos, Armando Farias confirmou ao PÚBLICO que desde a apresentação do Orçamento do Estado para 2014 o número de inscritos para a concentração aumentou "drasticamente".
 
 
 
 

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