Três pessoas morreram nos protestos a favor e contra o Presidente Morsi no Egipto

Apoiantes da Irmandade Muçulmana planearam comícios sucessivos para assinalar primeiro aniversário da tomada de posse. Oposição convocou grande marcha de protesto para exigir a demissão do Presidente.

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Entre elas está um estudante americano, que foi morto quando manifestantes irromperam num escritório na cidade de Alexandria da Irmandade Muçulmana, o partido no poder no Egipto.  Também um membro da Irmandade foi morto durante a noite num ataque a um escritório do partido em Zagazig, onde muita da recente violência se tem registado.

Um terceiro homem foi morto e dez ficaram feridos numa explosão durante um protesto em Port Saïd. Segundo a Reuters, a polícia disse este sábado desconhecer a causa da explosão, mas os manifestantes, convencidos de que era uma bomba, atacaram um escritório do partido islâmico na cidade.

O estudante americano era Andrew Pochter, de Chevy Chase, estado de Maryland, tinha 21 anos. Era ex-aluno do Kenyon College do Ohio que informou que ele estava a estagiar na AMIDEAST, uma organização americana da área da educação.

De acordo com a agência estatal Mena, a violência em Alexandria eclodiu junto da sede da Irmandade Muçulmana, que sustenta o poder do Presidente, quando os seus opositores tentaram invadir o edifício. A polícia disparou balas de borracha contra os manifestantes e destacou um contingente anti-motim para o local.

Dos confrontos resultaram pelo menos duas vítimas mortais, segundo declarações das autoridades à estação Al Jazira: um americano que foi esfaqueado e um egípcio que morreu depois de ter sido baleado.

Em Sharquia, no Norte do país, os manifestantes lançaram cocktails molotov contra as autoridades. A região tem sido palco de violência nos últimos cinco dias, que já tinha feito cinco mortos e levou o instituto muçulmano Al-Azhar a lançar um apelo à calma perante a escalada da tensão política. “Temos de estar alerta para não cairmos numa guerra civil”, lia-se no comunicado.

Os apoiantes islamistas do Presidente Mohammed Morsi planearam uma série de comícios consecutivos para assinalar o aniversário da sua tomada de posse, no próximo domingo. As acções começaram nesta sexta-feira, com uma concentração na principal mesquita do bairro de Nasr City, no Cairo.

Na resposta, os opositores convocaram para a mesma data uma marcha de protesto contra Morsi. Vários manifestantes começaram a concentrar-se já hoje na Praça Tahrir, onde prometem ficar até à saída da manifestação de domingo, com trajecto até ao palácio presidencial.

A Frente de Salvação Nacional, que congrega vários grupos de opositores, exige a demissão do Presidente e a realização de eleições antecipadas. “Estamos confiantes na adesão do povo egípcio às manifestações pacíficas em todas as praças e ruas do país. Ainda vamos a tempo de corrigir o rumo e cumprir as aspirações da revolução de 25 de Janeiro [de 2011]”, dizia um comunicado divulgado por aquela coligação.

Numa declaração televisiva ao país, na quarta-feira, o Presidente disse que as divisões da sociedade ameaçavam paralisar a economia e prejudicar o progresso do país. Morsi, que foi eleito num processo classificado como justo e livre pelas instituições internacionais, assumiu a presidência a 30 de Junho de 2012, após um período de governo militar depois do fim do regime de Hosni Mubarak.

Mas o seu primeiro ano de governo tem sido marcado por polémicas políticas, pela contestação e insegurança e ainda a degradação das condições económicas do Egipto. No seu discurso, Morsi admitiu ter cometido alguns erros, mas defendeu o seu mandato e prometeu reformas radicais.
 
 

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