Polícia de Boston acredita que irmãos planeavam outros ataques

Bombas caseiras encontradas pelas autoridades norte-americanas levam chefe da polícia a acreditar que os irmãos Tsarnaev planeavam mais ataques.

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Buscas continuam no local onde o segundo suspeito foi detido Darren McCollester/Getty Images/AFP

Em entrevista à estação de televisão CBS News, Ed Davis afirmou que tem “razões para acreditar, com base nas provas recolhidos no loca las explosões, o material bélico explosivo ainda por detonar e o poder de fogo que eles tinham –, que eles iam atacar outras pessoas”. “É essa a minha convicção neste momento.”

A polícia recolheu no local do tiroteio mais de 250 cartuchos. O chão estava “cheio de engenhos explosivos improvisados não detonados”, recordou Davis. No carro que as autoridades dizem ter sido roubado pelos irmãos encontraram uma outra bomba de fabrico caseiro. “Isto foi tão perigoso quanto pode ser o policiamento urbano.”

Davis sublinhou que localizar todas as armas e engenhos que estariam na posse de Dzhokhar e Tamerlan Tsarnaev é “parte significativa da investigação”. Outra é interrogar o mais novo dos irmãos, Dzhokhar, que continua hospitalizado, em estado grave, e sem poder falar informou o FBI. O jovem de 19 anos, detido na sexta-feira, está “entubado e sedado”, segundo a CNN. O suspeito terá sido atingido por pelo menos dois tiros e ficou ferido numa perna e no pescoço.

Numa conferência de imprensa neste domingo de manhã, Ed Davis disse não saber se alguma vez vão conseguir interrogar Dzhokar Tsarnaev. Se de facto as autoridades não o conseguirem fazer, é possível que não venham a ser conhecidos os motivos que levaram os dois irmãos de origem tchetchena a levar a cabo o ataque em Boston.

Se Dzhokar sobreviver e for condenado em tribunal, pode vir a ser enfrentar a pena de morte. Isto porque, apesar de o estado de Massachusetts ter abolido a pena capital, existe uma lei federal que prevê excepções para casos de terrorismo ou utilização de armas de destruição em massa. O gabinete de defesa pública do estado de Massachusetts já assegurou que o jovem terá um a advogado a representá-lo em tribunal.

O irmão mais velho, Tamerlan, que já tinha sido interrogado pelo FBI em 2011, morreu na sequência dos ferimentos sofridos no tiroteio com a polícia. Apesar de as investigações ainda estarem a decorrer, sobretudo as eventuais ligações de Tamerlan, de 26 anos, a movimentos islâmicos radicais no Daguestão, as autoridades crêem que os irmãos agiram sozinhos.
 
 
 
 
 

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