Greves nos portos prolongam-se até dia 14 de Janeiro

Trabalhadores prolongam por mais uma semana as paralisações parciais nos portos da Frente Comum.

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Estivadores deixam a porta aberta para reunião da próxima semana Carlos Lopes

Vítor Dias, presidente do Sindicato de Estivadores do Centro e Sul, confirmou ao PÚBLICO o novo pré-aviso de greve, que prolonga por mais uma semana a última data para paralisações, <a href=" http://www.publico.pt/economia/noticia/estivadores-prolongam-greve-ate-7-de-janeiro-1577489 " target="_blank">marcada para dia 7 de Janeiro.</a>

O líder sindical afirma, contudo, que têm surgido “algumas iniciativas” por parte das empresas e operadores no sentido de condições diferentes para a aplicação da nova lei nos portos nacionais, mas que os trabalhadores vão esperar até se pronunciarem.

Vítor Dias afirmou ao PÚBLICO que sindicatos e trabalhadores vão reunir-se para a semana para fazerem um ponto da situação. Questionado sobre se desse encontro poderia sair uma linha de acção diferente, Vítor Dias deixou a porta aberta a essa possibilidade, mas afirmou que só então é que será tomada uma decisão.

Esta nova semana de paralisações mantém a greve de duas horas por turno nos portos de Lisboa, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz. Os trabalhadores mantêm o protesto sobre a nova lei do trabalho portuário, aprovada no final de Novembro na Assembleia da República. Para além do tecto de 250 horas de trabalho extraordinário, a nova lei do trabalho vem alterar o âmbito do trabalho de estivador, retirando aos trabalhadores actuais funções de transporte de mercadorias que agora desempenham de forma exclusiva.

O líder do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul adiantou ainda que já tinha sido pedida à Presidência da República uma requisição para que o Presidente pedisse a inconstitucionalidade da nova Lei dos Portos. Tal já havia sido anunciado pelos estivadores pouco depois da aprovação da nova lei na Assembleia da República. Segundo Vítor Dias, a nova lei do trabalho portuário limita consideravelmente o direito à contratação colectiva.

Em relação à também já anunciada queixa para a Organização Internacional do Trabalho, Vítor Dias afirmou que só será enviada uma denúncia depois da nova lei ser promulgada. Nesta iniciativa, os sindicatos da Frente Comum contam com o apoio da CGTP.  

 
 
 

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