PCP propõe grupo de trabalho para avaliar aplicação do acordo ortográfico

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Um dos tópicos mais procurados diz respeito às dúvidas sobre a aplicação do Acordo Ortográfico Nuno Ferreira Santos

No texto da proposta, entregue na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, o PCP destaca que “em diversos sectores da sociedade, no jornalismo, nos intelectuais, nos artistas, na Cultura em geral, esse debate não está terminado e a utilização da grafia resultante do acordo tem gerado inúmeros dissensos entre a comunidade”.

Além destas “resistências” em Portugal, o deputado do PCP Miguel Tiago destacou ainda, em declarações aos jornalistas, que também a nível internacional o processo tem sofrido “alterações” e “dúvidas”, dando como exemplo o caso do Brasil, que adiou recentemente a adopção do acordo.

O PCP propõe assim que se crie “um pólo de dinamização” do debate em torno do acordo ortográfico e se oiçam diversos sectores sobre o tema.

O partido, realçou Miguel Tiago, não tem “à partida nenhum posicionamento” em relação ao acordo, querendo “compreender o que se está a passar” e “eventualmente acertar o passo com o que tem sido a política em termos do acordo ou até remover com esse passo que tem sido a política do Estado português neste acordo”.

“É altura de avaliar sem constrangimentos, discutir, aprofundar, ouvir entendidos, ouvir opiniões de todas as áreas e depois, tendo em conta isso, avaliar a posição também a política do parlamento português”, acrescentou, lembrando que o PCP foi o único partido que se absteve aquando da votação do acordo, que todas as outras votaram favoravelmente.