Duas pessoas condenadas a prisão por roubo de bicicletas Gira

Houve três detidos por furto e danos nas bicicletas da rede partilhada de Lisboa, mas um deles não foi condenado por ser menor de idade.

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SEBASTIÃO ALMEIDA

Três pessoas foram detidas há uma semana por furto de uso e danos nas bicicletas Gira (rede partilhada de bicicletas em Lisboa) e foram nesta terça-feira presentes a tribunal pelos crimes cometidos: um deles foi condenado a dois anos de prisão efectiva (porque já tinha cadastro criminal), outro foi condenado a um ano de pena suspensa e outro não foi condenado por ser menor de idade, adianta fonte oficial da EMEL ao PÚBLICO.

“É a primeira vez que isto acontece”, revela a fonte, dizendo que o vandalismo em torno destas bicicletas também é “relativamente recente”. 

A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) é a entidade responsável pela gestão da rede Gira.

“Este é o resultado de um trabalho conjunto entre a EMEL e a PSP, que pretende acabar com actos de vandalismo, que causam danos consideráveis no património da cidade de Lisboa”, lê-se num comunicado da EMEL.

A rede de bicicletas Gira foi lançada em Setembro de 2017 e deveria ter já mais de 140 docas e de 1400 bicicletas, mas em Abril a EMEL dizia que dispunha “apenas de 92 estações”, das quais 18 não estavam em funcionamento — quer “por falta de bicicletas” quer “por falta de componentes”. No final de 2018, segundo dados da EMEL, havia 18.500 utilizadores com passes anuais. Depois da chegada das bicicletas Gira a Lisboa, o mercado lisboeta viu entrar também inúmeras empresas de trotinetes eléctricas e ainda uma rede de bicicletas partilhadas da Uber, sem docas.

O projecto das Gira, delineado em Junho de 2017, faz parte de “um repensar da mobilidade na cidade” e de uma tentativa de a tornar “mais sustentável, social, ambiental e economicamente”, diz a EMEL. O objectivo era sobretudo “mudar mentalidades e sensibilizar as pessoas para a necessidade de reduzir os 370 mil carros que todos os dias entram na capital”. 

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