Construção metálica já representa 2% das exportações nacionais

Mercado da construção metálica e mista representa volume anual de negócio de 3,5 mil milhões de euros. Sector é responsável por 26 mil postos de trabalho

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NELSON GARRIDO

O sector da construção metálica em Portugal tem vindo a registar, desde 2010, um crescimento médio anual de 10% graças ao potencial exportador que tem este tipo de tecnologia. No ano em que a Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista (CMM) assinala o seu 20º aniversário, o presidente desta estrutura, Luís Simões da Silva refere que os mercados internacionais foram os principais responsáveis pela dinamização deste cluster, que representa hoje em dia 2% do volume total das exportações nacionais.

De acordo com a informação divulgada pela CMM, que está a organizar esta quinta feira um encontro entre os associados, o volume de negócios do sector é hoje em dia superior aos 3.500 milhões de euros por ano e emprega actualmente mais de 26 mil postos de trabalho.

“A Construção metálica tem vindo a contribuir significativamente para a redução do défice comercial português, graças ao peso das exportações”, sublinha Luís Simões da Silva, realçando o reconhecimento que o mercado internacional tem dado à qualidade da indústria portuguesa. Esta indústria tem crescido “nos mercados exigentes e competitivos da Europa, para o qual exporta cerca de 1.3 mil milhões de euros em 2015”  e também nos mercados emergentes fora da União Europeia, onde se tem vindo a afirmar gradualmente.

“O mercado internacional sabe bem que as empresas portuguesas conseguem colocar qualquer estrutura metálica em qualquer parte do mundo. Instalação de bases fabris em Marrocos, construção de pavilhões e armazéns na Guiné Bissau, fornecimento de estruturas metálicas para plataformas de exploração petrolífera em Angola são apenas alguns projectos com a assinatura nacional”, refere o presidente da CMM no já referido comunicado. Para estes mercados emergentes a indústria portuguesa exportou em 2015 cerca de 250 milhões euros, essencialmente para África e América Latina

A maior parte das indústrias deste sector estão concentradas nas zonas Norte e Centro do pais, onde, sublinha a CMM, há “uma estreita relação com as universidades e centros de investigação para o desenvolvimento de soluções cada vez mais inovadoras”, sendo que a robótica é apresentada como uma dessas apostas.

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