Grupo da reforma hospitalar quer fechar maternidades em Coimbra e Beira Interior

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Principais mudanças serão nos hospitais da Beira Interior Foto: Paulo Ricca

O fecho de uma maternidade em Coimbra e, de uma ou duas, na Beira Interior; e a integração das Unidades Locais de Saúde (hospitais e centros de saúde) da Guarda e Castelo Branco no Centro Hospitalar da Cova da Beira, na Covilhã, são outras das propostas que constam no relatório do grupo técnico da reforma hospitalar, que só ontem foi divulgado na íntegra.

Defendendo a necessidade de "repensar o desenho actual da oferta no sector materno infantil", o grupo presidido por José Mendes Ribeiro considera que "a situação existente em Coimbra com as Maternidades Daniel de Matos e Bissaya Barreto merece ponderação e constitui um exemplo de intervenção". "A situação existente na Beira Interior com três maternidades abertas e com um total de partos anual na ordem dos 2.000 é um outro exemplo, que também exige também uma profunda reflexão", lê-se no documento.

Os especialistas deste grupo defendem ainda a "constituição do Pólo de Saúde da Beira Interior, como uma experiência piloto de alargamento do conceito de Unidade Local de Saúde à plena articulação ou mesmo integração do Hospital da Cova da Beira e da ULS da Guarda (e/ou de Castelo Branco) e também do Agrupamento de Centros de Saúde da Cova da Beira".

A ideia é potenciar "a missão dos respectivos hospitais enquanto hospitais com Ensino Universitário, dada a criação em finais de 1998 do Curso de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior". Tendo em conta esta última proposta e que as actuais maternidades da região da Beira Interior estão na Covilhã, Castelo Branco e Guarda poderá concluir-se que só deverá ficar a funcionar a da Covilhã.

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