Um único acusado do sequestro de mulheres em Cleveland

Ariel Castro responsabilizado por rapto e violação. Polícia não encontrou provas do envolvimento dos dois irmãos.

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Polícia só encontrou provas contra Ariel Castro Reuters
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Gina de Jesus levanta o polegar no momento em que regressa a casa JOHN GRESS/Reuters
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Casas na redondeza da habitação onde as três mulheres foram mantidas durante dez anos também foram visitadas pela investigação Matt Sullivan/Getty Images/AFP
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Investigadores recolheram mais de 200 provas eventuais contra Ariel Castro JOHN GRESS/Reuters
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Balões e cartazes de boas-vindas na casa da irmã de Amanda Berry, uma das raptadas JOHN GRESS/Reuters

Ariel Castro, 52 anos, foi objecto  de três acusações de violação e quatro de rapto: de Amanda Berry, 27 anos, Gina DeJesus, 23, Michelle Knight, 32, e também do sequestro de Jocelyn, seis anos, filha de Amanda nascida durante o cativeiro. Foram libertadas na segunda-feira graças a um vizinho.

Os irmãos de Ariel, Pedro e Onil, não foram acusados. “Nada nos permite dizer que estavam implicados ou ao corrente”, disse o chefe adjunto da polícia de Cleveland, Ed Tomba, numa conferência de imprensa. “Ariel mantinha toda a gente afastada”, acrescentou. O procurador, Victor Perez, disse também que não há quaisquer provas do envolvimento dos irmãos.

A polícia informou que Ariel Castro está a cooperar com os investigadores, renunciado ao direito ao silêncio, e que concordou em fazer um teste de paternidade da criança.

Uma fonte da investigação citada pela BBC afirmou que uma das mulheres ficou diversas vezes grávida e sofreu múltiplos abortos. Outra terá ficado grávida mas perdeu a criança devido a maus tratos. Uma das cativas terá ajudado Berry a dar à luz, sob ameaça de morte caso a bebé não sobrevivesse.  A polícia não confirmou, no entanto, estas informações.

Mais de 200 provas contra o principal suspeito foram recolhidas na casa. Ariel Castro poderá ainda ser acusado de outros crimes. A polícia tinha dito anteriormente que as mulheres foram amarradas com cordas e correntes e que só por duas vezes tinham saído do interior da casa, quando foram à garagem, disfarçadas.

O chefe da polícia disse que as mulheres não estavam todas na mesma divisão da casa, “mas sabiam umas das outras e sabiam que as outras estavam lá”

Michelle Knight permanece no hospital. As outras duas mulheres já estão com as famílias. 

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