Se há um elogio razoavelmente consensual a uma casa que produz vinhos, é o de ser capaz de criar e manter um estilo. Não é fácil, e é por isso que casos destes, de empresas que preservam um perfil ano após ano durante períodos longos, se contam pelos dedos. A Duorum é, sem dúvida, um desses casos. Desde que José Maria Soares Franco criou as primeiras edições, os vinhos sempre foram marcados pela contenção, pela harmonia, pela vocação gastronómica e por uma grande capacidade de crescer com o tempo em garrafa. Continua a ser assim nos Duorum correntes, é assim nas categorias superiores da marca, porque quer o enólogo João Perry Vidal, quer o enólogo e proprietário João Portugal Ramos nem são entusiastas de vinhos espampanantes, nem acreditam num projecto que oscila de ano para ano como um barco sem rumo.
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