Junta lisboeta de Carnide organiza concentração para contestar fecho de esquadras

O fecho das esquadras representa “um retrocesso naquele que tem sido o trabalho da PSP na freguesia”, diz autarca.

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Uma das esquadras que encerra é no Bairro Padre Cruz Pedro Valdez

“Amanhã vamos de facto concentrar-nos junto ao Ministério da Administração Interna para sermos recebidos pelo ministro ou por alguém do ministério”, disse esta terça-feira à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Sousa (PCP).

A iniciativa está a ser promovida nas redes sociais, num evento intitulado “Não ao encerramento das esquadras da PSP em Carnide!” e criado pelo próprio presidente da junta, que sublinhou que o apelo não é só dirigido a Carnide, mas a todas as freguesias que se opõem ao encerramento das esquadras.

Em causa está um projecto de reorganização do dispositivo policial em Lisboa entregue pela Polícia de Segurança Pública (PSP) ao MAI que visa o encerramento de onze esquadras na capital, duas delas na freguesia de Carnide: uma no Bairro Padre Cruz e outra no Bairro da Horta Nova, ambos municipais.

De acordo com Fábio Sousa, o fecho das duas esquadras representa “um retrocesso naquele que tem sido o trabalho da PSP na freguesia” e no policiamento de proximidade.

“O Bairro Padre Cruz sem uma esquadra é garantia de que vão existir problemas e problemas graves”, advertiu. Segundo o autarca, embora não impeça a existência de problemas, a esquadra é “garantidamente” uma medida preventiva. “Estas nossas esquadras dão a primeira intervenção e a primeira intervenção é muito importante para que o problema não se alastre”, justificou.

O alargamento da área de influência da esquadra de Carnide (a 42.ª, na rua Manuela Porto) a toda a área da freguesia e também da vizinha freguesia de S. Domingos de Benfica é outra das propostas que a concentração marcada para quarta-feira visa rejeitar, segundo a descrição do evento na rede social Facebook.

O presidente da Junta de Freguesia de Carnide entende que esta reorganização “não faz muito sentido”. “Nós já achamos que os efectivos são poucos, quanto mais alargar a actuação destes efectivos a duas freguesias”, concluiu.