A directora do Ambiente de Obama vai-se embora

Para os ambientalistas, Lisa Jackson, engenheira química de 50 anos, era uma heroína.

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Lisa Jackson era odiada pelos industriais e republicanos Jonathan Ernst /REUTERS

A sua saída – que deverá ser concretizada após o discurso do Presidente dos EUA sobre o estado da Nação, em finais de Janeiro – não é propriamente uma surpresa, após quatro anos no cargo. Quando Obama viu que não conseguiria avançar por via legislativa relativamente às alterações climáticas, Jackson tentou obter controlar as emissões de gases com efeito de estufa, que fazem aumentar a temperatura média do planeta, através da regulamentação.

Entre as várias regulamentações publicadas pela EPA nos últimos quatro anos incluem-se o primeiro padrão de emissões de gases com efeito de estufa para veículos, e cortes nos níveis permitidos de mercúrio e outros poluentes tóxicos emitidos por fábricas, e baixou os limites autorizados de cinzas no ar – o poluente mais comum e mais mortífero nos EUA.

Jackson foi também uma das principais vozes da oposição à construção do polémico oleoduto Keystone XL, que leva petróleo das areias betuminosas do Canadá para o Golfo do México. A construção da parte mais a norte deste pipeline tem estado parada enquanto são avaliados os efeitos que pode ter no ambiente.

Muitos congressistas republicanos e organizações industriais, recorda o jornal The Washington Post, acusaram Lisa Jackson de ter feito “uma guerra contra o carvão”. Mitt Romney fez campanha prometendo demiti-la. Para os ambientalistas, esta engenheira química de 50 anos era uma heroína.

Quanto a Obama, divulgou uma declaração sobre Jackson. Sob a sua liderança, disse, “a EPA deu passos sensatos e importantes para proteger o ar que respiramos e a água que bebemos, incluindo o primeiro padrão nacional para poluição por mercúrio e agir para combater as alterações climáticas, ao abrigo da Lei do Ar Limpo”. 
 
 

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