António Costa anuncia extinção da EPUL

Funcionários e património da empresa de urbanização de Lisboa passam para o município.

Foto
Dívida da empresa aos bancos é de 46 milhões de euros Vasco Neves

A empresa encontra-se há muito em sérias dificuldades financeiras e, tal como o PÚBLICO noticiou hoje na sua edição impressa, tem uma dívida bancária a saldar até 20 de Dezembro no valor de 46 milhões de euros.

Uma carta enviada há duas semanas pelo presidente da empresa, Luís Sequeira, à Câmara de Lisboa dá conta da necessidade de serem injectados 46 milhões de euros na EPUL durante as próximas três semanas, altura em que vencem empréstimos bancários contraídos em 2004.

"Tornou-se imperativo resolver, até 20 de Dezembro, os compromissos assumidos com os bancos Dexia e Nederlandse, por forma a resgatar financeiramente uma situação cujas consequências podem vir a ultrapassar a EPUL e a própria Câmara de Lisboa", escreve o general que António Costa pôs à frente da empresa municipal, sem entrar em detalhes.

"Gostava de saber que consequências são essas", diz o vereador do PSD na Câmara de Lisboa, Victor Gonçalves, que fará perguntas sobre o assunto ao executivo socialista na reunião de câmara que decorre esta tarde. Criticando a "falta de clarificação da missão da EPUL", Victor Gonçalves declara que a extinção da empresa "pode ser uma solução".

O vereador social-democrata considera que a empresa vive "uma situação dramática". "Existem grandes receios na EPUL quanto ao futuro dos seus 120 trabalhadores", acrescenta.

Para ultrapassar o problema, o general Luís Sequeira tinha proposto a António Costa que a Câmara de Lisboa pagasse à EPUL o que lhe deve. Como isso não chegaria para saldar a dívida, propôs ainda que o município comprasse parte dos terrenos da empresa, nomeadamente os da Quinta de José Pinto, em Campolide, e algumas parcelas no Vale de Santo António.
 
 

Sugerir correcção
Comentar