Ao intervalo foram assobios e no final foram aplausos

Benfica levou mais de uma hora para marcar, mas acabou a golear o Estoril-Praia na primeira jornada do campeonato.

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Ola John foi titular na equipa do Benfica FRANCISCO LEONG/AFP

O Benfica tinha a oportunidade ideal para começar bem a defesa do título, em casa, frente a um Estoril também à procura de uma nova identidade. Chegado há menos de duas semanas, o grego Mitroglou foi a maior novidade no “onze” “encarnado”, o que permitiria, em teoria, libertar Jonas para outras zonas do terreno. Talisca ficou no banco, enquanto Gaitán e Ola John foram os donos das alas.

Já Fabiano Soares apresentou um Estoril, como se esperava, mais cauteloso, com Bonatini como a referência atacante, apoiado por Sebá e Gerso.

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Em início de época, é natural que os jogos não sejam de uma qualidade super e que os erros aconteçam em abundância. E foi isso que aconteceu, mais erros que jogadas de perigo, muita lentidão e pouca velocidade.

Algum perigo, apenas aos 23’, numa jogada em que o bom cruzamento de Gaitán não teve o melhor seguimento por parte de Jonas.

Aos 40’, Luisão esteve perto do golo, mas a bola bateu na trave da baliza de Kieszek.

Em cima dos 45’, o Estoril tem a sua grande chance, só que Bonatini não bateu Júlio César. Ao intervalo, muitos assobios.

A segunda parte começou como a primeira. Sebá na cara do golo e Júlio César a salvar. Sem fazer muito por isso, o Estoril estava bem perto de tornar este início de época bem mais deprimente para o Benfica.

Rui Vitória não levou muito mais tempo a mexer, fazendo entrar Talisca e Victor Andrade para os lugares de Ola John e Pizzi, ainda com meia-hora para jogar, e foi a partir desta altura que a vitória começou a desenhar-se.

Uma equipa desligada em mais de uma hora transformou-se numa equipa goleadora. Aos 74’, Mitroglou, que nem tinha mostrado muito até então, cabeceou para a baliza, após cruzamento magistral de Gaitán.

O Estoril desmoronou-se por completo e, a partir daí apareceram todos de uma vez. Aos 78’, Jonas faz o 2-0 de penálti. Aos 83’, bisou e os 89’, o jovem Nelson Semedo fechou a contagem. Os assobios ao intervalo transformaram-se em aplausos no final.

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