Marques Mendes diz que mais vale expressar o descontentamento nas redes sociais do que nas urnas

O jantar da campanha Aliança Portugal recebeu o ex-líder do PSD, que reconheceu: "Os resgates não são meiguinhos".

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Fernando Veludo/NFactos/Arquivo

Num jantar com apoiantes da coligação PSD/CDS, em Barcelos, Marques Mendes disse estar preocupado com a abstenção do próximo dia 25. E apelou directamente aos que “tradicionalmente” votam PSD e CDS para lhes pedir que não fiquem em casa, mesmo que tenham queixas contra o Governo.

“Eu também acho que o Governo ao longo dos três anos teve falhas, teve alguns erros, e tenho feito esses reparos. Mas, atenção, não vou deixar de votar por causa disso no próximo domingo. Mesmo tendo razões de queixa”, começou por dizer o comentador televisivo.  É que ficar em casa é premiar o PS. “Não votar no próximo domingo é, na prática, beneficiar o infractor, que não é o Governo em funções, é o Governo anterior que deixou o país na bancarrota e que meteu a troika cá dentro”, afirmou.

Marques Mendes reconheceu que “não há resgates meiguinhos, ajeitadinhos” e que “os resgates são duros, duríssimos”. A intervenção terminou com apelo directo ao voto na coligação, apesar de assumir que tem dado conta publicamente dos “erros” e “reparos” do Governo. Logo de início, o antigo líder dos sociais-democratas deixou um aviso sobre a sua aparição na campanha: “Isto não é um regresso à política, fiquem descansados.

As intervenções de Paulo Rangel e Nuno Melo apontaram aos socialistas. O número um da lista Aliança Portugal reagiu a quem (os jornalistas fizeram-no este domingo) o confronta com a insistência em temas nacionais e no antigo-primeiro-ministro José Sócrates. “Ouvi, quando andava de terra em terra, que estavam a nacionalizar a campanha e eu pergunto quem é que lançou o programa de Governo no dia de saída da troika?”, questionou Rangel. E acrescentou: “Dizem-me ‘falam muitas vezes no José Sócrates’. Quem é que trouxe Sócrates para a campanha? Foram os socialistas.” Quanto às propostas de Governo apresentadas por António José Seguro considerou-as “requentadas”.

Nuno Melo alinhou pelo mesmo argumentário, dizendo que são despesistas. “São 80 medidas com mais do mesmo”, disse, referindo o TGV e outros investimentos públicos. “Gastos sem pensamento”, resumiu.

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