Presidente do PS diz que Governo foi obrigado a recuar na TSU

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Para Maria de Belém Roseira, o Conselho de Estado “interpretou bem o sentido das pessoas” Foto: Enric Vives-Rubio

À margem do encerramento da convenção autárquica do PS da Área Metropolitana do Porto, que decorreu este sábado no Coliseu do Porto, questionada pelos jornalistas sobre o Conselho de Estado e a questão da TSU, Maria de Belém Roseira afirmou que “o Governo foi obrigado a recuar”, defendendo que isso não “é perder a face”.

“Quem evoca sistematicamente o não se perder a face para os políticos aquilo que pretende é dizer que é mais importante os políticos conservarem a face do que responderem às solicitações dos cidadãos”, considerou.

A presidente do PS sublinhou “a avaliação em consciência que as pessoas fizeram dessa medida, pela sua imoralidade, pela sua não justificação e pelo seu grau de engenharia social antiética” que conduziu à sua rejeição.

“O Conselho de Estado interpretou bem o sentido das pessoas e levou o Governo a desistir da medida e foi bom”, afirmou.

A deputada do PS espera que “a coligação assuma bem a responsabilidade da sua missão” e que “não haja agora mais turbulência porque o país não precisa nem de incompetência, nem de arrufos, nem de incapacidade de entendimento”.

“O país precisa de se concentrar naquilo que tem a fazer e para isso é tão importante o papel do Governo como o da oposição”, disse.

Segundo o comunicado divulgado após a reunião do Conselho de Estado de sexta-feira, o Governo informou o Conselho de Estado de que está disponível para, no quadro da concertação social, “estudar alternativas” à alteração da TSU, tendo ainda informado que foram ultrapassadas as dificuldades que poderiam afectar a “solidez” da coligação governamental PSD/CDS-PP.