O que mudou para os sem-abrigo este ano? São mais e “foram criadas muito poucas respostas”

Ter casa, uma morada (mesmo que temporária), mais balneários espalhados pela cidade e lavandarias são alguns dos pedidos de quem vive nas ruas

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As tendas do largo junto à igreja dos Anjos, em Arroios, foram retiradas em Outubro Nuno Ferreira Santos (Arquivo)
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Se perguntar a um sem-abrigo do que precisa com mais urgência, o mais provável (e não surpreendente) é que lhe responda “uma casa”. Mas praticamente tão importante quanto isso é ter uma morada — que pode ser temporária e não necessariamente de uma habitação própria — e sentir-se seguro. Mais condições de higiene, proporcionadas por balneários e lavandarias, estarão também, quase de certeza, no topo da lista. Estas são algumas das respostas obtidas pela Comunidade Vida e Paz (CVP) que, no final de 2023, no convívio de Natal anual que realiza, fez uma auscultação inédita aos sem-abrigo que acompanha, para ouvir das suas bocas o que mais precisavam. Os resultados foram vertidos numa carta aberta entregue aos dirigentes políticos, mas os resultados não foram os esperados.

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