A Teoria Universal: o salteador da série B perdida
Curioso, mas inconsequente, esta carta de amor ao cinema popular resume-se ao fetichismo dos estilos e dos códigos de género. Mas que é um fetichismo sumptuoso, lá isso é.
Há uma mulher fatal que sabe coisas do nosso herói que ele não contou a ninguém, homens misteriosos de chapéu e casaco preto de cabedal, questões científicas irresolúveis e túneis secretos por baixo dos Alpes suíços, e um herói panhonha que não sabe no que se está a meter. Havia uma altura, há meio século, em que estes ingredientes, articulados de maneira engenhosa, seriam suficientes para despachar uma série B eficaz dos pequenos estúdios americanos, ou um dos filmes de género que os europeus filmavam a tentar fazer americano, ou uma das experiências narrativas melancólicas da Nouvelle Vague e do Nouveau Roman francês.
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