“Quero é vida boa”: arguidos da Defesa andavam à pesca de cargos “com potencial”

Escutas da Judiciária revelam ambições de dirigentes do Ministério da Defesa. “O que quero é ter bens materiais”, assume um dos acusados em conversa com outro dirigente.

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Em 2021, uma denúncia anónima virou o rumo da investigação para a derrapagem no valor das obras no antigo hospital militar de Belém Rui Gaudencio
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Conversas entre alguns dos arguidos do Ministério da Defesa suspeitos de participarem num esquema de corrupção ligado a empreitadas em quartéis e outras instalações militares não deixam grande margem para dúvidas: procuravam activamente altos cargos na Administração Pública que lhes pudessem não só proporcionar um bom salário como, sobretudo, que tivessem aquilo a que chamavam “potencial” – ou seja, possibilidade de lhes granjear bons negócios.

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