Prémio Paulo Cunha e Silva 2023 para Luis M. S. Santos, Kent Chan e Marilú Mapengo Námoda
Os três artistas vão agora desenvolver residências artísticas na Escócia, no Brasil e nos Açores, respectivamente.
Luis M. S. Santos, Kent Chan e Marilú Mapengo Námoda são os artistas vencedores da terceira edição do Prémio Paulo Cunha e Silva, que homenageia o antigo vereador da Cultura do Porto, falecido em Novembro de 2015. O prémio, que em anos anteriores já consistiu na atribuição de 25 mil euro, traduz-se, desta vez, na atribuição de residências artísticas em espaços de referência: o Cove Park, na Escócia (para onde irá Luis M. S. Santos), o Pivô Arte e Pesquisa, no Brasil (o destino de Kent Chan), e o Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas, nos Açores (que acolherá Marilú Mapengo Námoda).
Os três premiados foram seleccionados de um total de nove artistas emergentes que integram a exposição da edição deste ano do Prémio Paulo Cunha e Silva (a mostra, inaugurada a 17 de Junho, permanece aberta até ao próximo domingo). Os três jurados do prémio foram a artista canadiana-irlandesa Ciara Phillips, nomeada para o prémio Turner em 2014, a artista visual brasileira Letícia Ramos e a curadora senegalesa Marie Hélène Pereira.
Nascido em Moçambique, em 1993, Luis M. S. Santos é escultor, “concebendo as suas peças como entidades vivas, habitantes de lugares naturais e inóspitos, longe da sociedade”, descreve a Câmara Municipal do Porto (CMP) numa breve nota de imprensa. “O contexto social e cultural tem servido como base para pensar a desarmonia entre humano e natureza, materializado através de formas, texturas, cores e matérias contrastantes, enriquecidas por jogos de ritmo, quebra e fluidez.”
Artista, curador e cineasta residente entre Singapura e Amesterdão, Kent Chan (n. 1984) trabalha o imaginário tropical e a relação da arte com o calor. Interessa-se, também, “pela contestação dos legados da modernidade como epistemologia, por excelência”.
Marilú Mapengo Námoda (n. 1991) também é moçambicana, como Luis M. S. Santos. Artista e activista, “questiona a possibilidade do amor como ferramenta política de cura para a ferida colonial, nas suas múltiplas expressões”, define a CMP.