Juliette Binoche e Vincent Lindon perseguidos pelo passado
Com Amor e com Raiva podia ter sido um grande filme negro, mas é apenas uma história de amor em tempo de pandemia, sustentada pelos actores.
Não se deixem levar pelo cartaz que tem Juliette Binoche e Vincent Lindon ao sol, fazendo pensar num “lindo sol exterior” que reflectiria um dos anteriores encontros da realizadora Claire Denis com a actriz, O Meu Belo Sol Interior — também ele, como Com Amor e com Raiva, adaptado de uma obra de Christine Angot, sugerindo estarmos na presença de um filme “complementar”, parte de um díptico que não terá forçosamente sido procurado. Com Amor e com Raiva é muito mais cinzento e tenso do que o marketing dá a entender, resumindo o sol e a ternura às primeiras imagens de uma “escapadinha” à Córsega da qual o casal regressa a Paris para enfrentar uma realidade que ameaça dilacerá-los.
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