Se o oceano ganhasse eleições…

O oceano é uma ausência política porque Portugal não é exemplo em tudo o que exige visão estratégica, estudo, trabalho sem retorno imediato, tempo e investimento.

O secretário-geral da ONU pediu este domingo desculpa aos jovens pelo estado em que se encontram os oceanos. O Presidente da República estava ao seu lado e foi ainda mais contundente, instigando-os a “não confiarem nos decisores e lutarem por si contra as alterações climáticas e pelos oceanos”. António Guterres e Marcelo Rebelo de Sousa falavam em geral sobre o estado dos mares, mas é impossível não perceber que as suas palavras se aplicam aos governos de Portugal dos últimos 30 ou 40 anos. Todos encheram os discursos com o mar, nenhum foi capaz de lançar uma política consistente e durável para os proteger e explorar sustentadamente.

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