PRR tem 35 milhões para tornar ruas e prédios acessíveis a deficientes. “É uma gota”, lamentam associações

Associação Salvador e Acapo saúdam medida mas consideram demasiado curtos os valores previstos. Especialista em mobilidade pede vigilância na aplicação das verbas para que depois não seja só “embelezamento”.

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PRR só apoiará obras em passeios que fiquem com uma largura de 1,5 metros livres de obstáculos paulo pimenta

Os municípios do continente podem, até ao final de Maio, candidatar-se aos dois avisos do Plano de Recuperação e Resiliência que destinam 25 milhões de euros para obras de melhoria da acessibilidade de pessoas com dificuldades de mobilidade a espaços públicos e outros dez milhões para intervenções com o mesmo objectivo, neste caso em edifícios municipais ou do Estado central. O presidente da Associação Salvador saúda a abertura destes concursos mas considera “muito reduzidos” os valores em jogo, dadas as condições do país nesta matéria. Já o presidente da Acapo avalia este aviso como “uma gota de água” e um sinal do nosso falhanço colectivo no cumprimento e fiscalização da legislação que está em vigor desde 2006.

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