Mais de 104 mil veículos têm as novas matrículas. Conheça as regras para trocar
Estima-se que a nova série de matrículas esteja em circulação entre 45 a 74 anos. A anterior série foi utilizada em cerca cinco milhões de veículos.
Foram registados 104.470 veículos com a nova série de matrículas desde 3 de Março, data em que as novas chapas entraram em vigor, de acordo com dados do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT). Destes, 79.541 são ligeiros.
Nos últimos meses, antes da pandemia, houve um aumento na compra de carros a gasolina, mas os automobilistas ainda preferem motores a gasóleo, segundo os números da entidade reguladora dos transportes enviados ao PÚBLICO. Da totalidade dos veículos ligeiros registados com a nova série de matrículas, cerca de 54% são a diesel – 43.274 carros, entre importados e nacionais. A gasolina é o segundo combustível mais escolhido, com 24.637 veículos em circulação.
Quase 10% dos veículos comprados em Portugal desde 3 de Março são híbridos ou eléctricos. Existem ainda 1619 veículos movidos com outro tipo de combustível, como o gás natural veicular (GNC) ou o gás petróleo liquefeito (GPL).
Os esclarecimentos da Deco
Para responder às dúvidas dos automobilistas, a Deco Proteste emitiu um esclarecimento no qual alerta que não é obrigatório proceder à troca da chapa de matrícula caso o veículo tenha uma de uma série anterior. Quem quiser alterar a chapa deve ter em conta alguns aspectos, recomenda a associação de defesa do consumidor.
Na anterior série as chapas eram constituídas por duas letras ao centro e quatro algarismos nas extremidades, dois em cada uma. Na actual, o formato altera-se: as novas matrículas têm dois grupos de letras, nas extremidades, e um grupo de algarismos, ao centro.
Segundo a Deco, esta alteração tem como objectivo uniformizar “o processo de produção de matrículas durante um período superior ao anterior”. Estima-se que este formato seja utilizado durante cerca de 74 anos ou, pelo menos, 45 anos. A anterior série de matrículas iniciou a circulação em 2005 e estima-se que tenha sido utilizada em cerca de cinco milhões de veículos.
A disposição dos caracteres “deve estar centrada vertical e horizontalmente, com um espaçamento de 20 milímetros entre cada grupo e 10 milímetros entre elementos do mesmo grupo”. Além disso, a chapa deve medir 520 mm de comprimento, perdendo os traços separadores de caracteres, o ano e o mês do veículo.
Ainda que não seja obrigatório, quem quiser trocar de matrícula deve ter atenção às regras, sob pena de ver aplicada uma coima entre 120 a 600 euros. Se a matrícula do veículo não cumprir os requisitos, pode ainda reprovar na inspecção periódica obrigatória.
Texto editado por Pedro Rios