Transformar a crise numa oportunidade

Foi precisa uma crise brutal como esta para acordar o gigante alemão? Se foi, então aplica-se a frase de Rahm Emanuel, o chefe da campanha de Obama em 2008: “Nunca se deve desperdiçar uma crise para criar uma oportunidade”.

1. Não podiam ser mais elevadas as expectativas que rodeiam a presidência alemã da União Europeia. Sucedem-se os títulos promissores em quase toda a imprensa europeia. O rosto da chanceler percorre as páginas dos jornais, as suas palavras são reproduzidas e interpretadas cuidadosamente. Há seis meses, Angela Merkel era dada como “politicamente acabada”, apenas a cumprir a fase final do seu quarto mandato na chancelaria de Berlim, já na sombra da disputa interna do seu partido em torno da sucessão. A Alemanha mergulhara numa crise existencial sobre o seu papel na Europa e no mundo, ignorando as vozes que apelavam à sua responsabilidade de liderar a Europa em tempos cada vez mais controversos. A presidência alemã não prometia mais do que gerir a continuidade da agenda europeia, na sombra de uma nova Comissão.

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