Condenação pela entrada da Guiné Equatorial na CPLP divide PS e é chumbada pela maioria

Trinta e quatro deputados do PS votaram contra.

Trinta e quatro deputados do PS votaram contra o texto, num resultado que mostrou uma bancada muito dividida sobre o assunto. Entre os parlamentares que estiveram ao lado do BE encontram-se Jorge Lacão, Ferro Rodrigues, João Soares, Alberto Costa.

Na proposta, a bancada bloquista defende que a admissão da Guiné Equatorial à CPLP, consumada na passada quarta-feira na cimeira de Díli, “revela uma cedência intolerável”. “Trocaram-se os valores de defesa dos direitos humanos pelo petróleo e gás natural”, lê-se no texto.

Os deputados bloquistas consideram que a Guiné Equatorial é um país que não respeita “nenhum” dos princípios fundadores da CPLP como o “primado da paz, da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos e da justiça social”.

Lembrando que o país +e governado há 35 anos “por um ditador”, que é “um dos mais corruptos” e onde “não existe liberdade de expressão nem liberdade de imprensa, o BE considera que a aprovação “envergonha Portugal”.

Foram ainda reprovados os votos do PCP bem como do PS e do BE (conjunto) de condenação pela violência na Faixa de Gaza. Também nestes dois textos a bancada socialista revelou estar dividida. Nove deputados do PS estiveram ao lado da bancada comunista no voto apresentado por este grupo parlamentar. Mas nem o próprio voto de condenação do conflito em Gaza apresentado pelo PS obteve consenso na bancada: João Soares e Rosa Albernaz estiveram contra ao lado da maioria.

A bancada comunista conseguiu, no entanto, fazer passar (com a abstenção da maioria) o seu voto de pesar pela morte dos passageiros e tripulantes do voo MH-17 das linhas aéreas da Malásia no acidente na Ucrânia.  Mas os deputados comunistas abstiveram-se num voto semelhante apresentado pelo PSD/CDS e PS contra o “abate” do mesmo voo. 

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