CDU acusa PS e PSD de votarem juntos em Bruxelas contra os interesses do país

João Ferreira e Jerónimo de Sousa fazem forte ataque ao PS para mostrar que os socialistas são iguais ao Governo de direita.

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Miguel Manso
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Para o mostrar, João Ferreira desafiou PS e PSD a identificarem alguma legislação com consequências para Portugal aprovada no Parlamento Europeu em que não tenham votado de forma alinhada. Apesar de já ter questionado Francisco Assis e Paulo Rangel sobre a mesma matéria há alguns dias, a resposta ainda não chegou. Porque, realçou João Ferreira, “em tudo o que de mais importante foi votado no Parlamento Europeu, PS e PSD estiveram juntos a votar contra o interesse nacional, do país e do povo”.

A estratégia de colocar o PS e o Governo PSD como aliados percorreu todos os discursos, de Corregedor da Fonseca (Intervenção Democrática) a Heloísa Apolónia (Os Verdes), Ilda Figueiredo (mandatária nacional) e Jerónimo de Sousa.

João Ferreira realçou que os socialistas e os sociais-democratas votaram juntos, no Parlamento Europeu, a favor das novas políticas comuns da agricultura e das pescas, do Tratado Orçamental, da União Bancária, e por cá votaram os PEC, o memorando da troika e, recentemente, o novo IRC. A que se soma o conteúdo dos discursos, enumerou o candidato comunista: o PS já diz que não se pode comprometer a baixar impostos ou restituir o que foi cortado em salários e pensões.

“É este o caminho, é esta a política que os une. Por isso estiveram e estão juntos em tudo isto e muito mais”, afiançou João Ferreira. “É este o sentido da ‘mudança’ que andam [os socialistas] por aí agora a apregoar: não uma verdadeira mudança mas uma mera dança de cadeiras, um ‘virar de disco para tocar o mesmo’”, apontou. “Diz o PS que o voto no PS é o voto útil para derrotar o Governo. Está bem à vista a sua utilidade”, ironizou.

Contra Assis e o "canto da sereia"
“Não é por acaso que o PS nos ataca e faz da CDU o seu alvo”, afirmou o candidato, lembrando que na sexta-feira Francisco Assis terá dito à juventude socialista que “o PS tem de travar um combate com o PCP no plano nacional (…) Não nos deixemos levar pelo canto da sereia do PCP”.

A explicação para esta atitude do PS é o facto de admitirem “o crescimento da CDU” e de a coligação denunciar os efeitos das políticas aprovadas pelo PS. “Atacam-nos”, repetiu várias vezes João Ferreira “porque sabem que temos razão”. Porém, “é a política de direita, o programa de exploração e empobrecimento que arruína a vida dos portugueses que é preciso combater”, apontou.

Jerónimo de Sousa seguiu a linha de pensamento de João Ferreira. Apontou que a pré-campanha está marcada pela “intensificação das manobras de mistificação e mentira para alijar responsabilidades próprias da parte do PSD, do CDS e do PS na grave situação que o país enfrente e iludir os reais objectivos das suas opções e da sua política em relação ao futuro”. Recorrendo à ironia, sentenciou: “Se a mentira e a mistificação pagassem impostos, estes partidos ficavam com uma dívida impagável e iam mesmo à falência.”

O líder do PCP afirmou que apesar de governarem “à vez” há 37 anos, nem o PS nem a coligação do Governo assumem “a responsabilidade pela situação do país – a culpa morre sempre solteira, reduzindo-se tudo a uma guerra entre comadres”.

O Governo e a troika também não foram esquecidos. “Supremo cinismo! Suprema hipocrisia!”, gritou João Ferreira sobre a dita saída limpa. “O país está mais pobre, mais dependente, mais fragilizado e mais endividado (…) Não há limpeza nenhuma senão a dos bolsos dos portugueses e a dos direitos que a Constituição consagra”, criticou.

“Cheios de cinismo dizem querer homenagear os portugueses. Pois convidamo-los a virem fazer essa homenagem numa urgência de hospital com espera interminável, numa das muitas filas para a sopa dos pobres, ou no desespero duma fila do centro de emprego.” E lembrou que “pelo menos até 2038” Portugal ficará sob “vigilância reforçada do FMI e da EU, com inspecções regulares e sujeito a sanções”.

Heloísa Apolónia, dos Verdes, acusou a equipa de Passos, que classificou de “maquiavélica” de em vez de tirar o povo da pobreza, de o “habituar à pobreza”. Sobre as promessas sucessivamente quebradas, “a isso chama-se gozar com o povo”.

No comício, que teve música e poesia, não se ouviram propostas de trabalho da CDU, mas ficou o apelo da mandatária nacional para o trabalho dos camaradas junto do eleitorado: é preciso trazer para a CDU os indecisos e os desiludidos que votaram nos outros e se sentiram traídos, defendeu Ilda Figueiredo, cabeça de lista em 2009. Antes, a CDU desfilou pelo Rossio numa marcha apressada mas muito ruidosa, que partiu da frente da Casa da Sorte às 15h06 e chegou à porta do Coliseu ao minuto 13. Será acaso?
 

   

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