Logística é a maior barreira e contas equilibradas são a prioridade

Era para a sustentabilidade financeira que estava virada a maior parte da inovação social que encontrou ao analisar 89 entidades sem fins lucrativos. Algumas até gerem negócios lucrativos – que podem ser tão diversos como uma bomba de gasolina – para equilibrar as contas e fazer o seu trabalho social.

O que a amostra sugeriu à co-fundadora da Associação para o Empreendedorismo Social e Sustentabilidade do Terceiro Sector é que, para já, são estereotipados os serviços que prestam e grande a dificuldade que ainda têm para trabalhar em rede. Embora tenham um discurso sobre participação, emancipação, sustentabilidade, mantêm práticas assistencialistas, para-estatais. Esse estudo tem por base dados recolhidos em 2011. Situação actual, lembra, é de emergência.

Uma esquipa do MIES - Mapa de Inovação e Empreendedorismo Social tem percorrido as regiões do Norte, Centro e Alentejo para perceber quem são os empreendedores sociais que existem no território nacional. Ainda neste semestre deverá divulgar 168 iniciativas com elevado potencial de inovação. Para já, segundo disse a coordenadora, Mafalda Sarmento, é sabido que o “Norte está mais sensibilizado, mas conta também com mais entidades de apoio, como incubadoras e universidades”.

 

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