Emissão a 10 anos com taxa de 5,669%, melhor do que em Janeiro de 2011

Secretária de Estado o Tesouro fala em "grande êxito". Em Janeiro de 2011, uma emissão semelhante teve taxa de 6,72%.

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Maria Luís Albuquerque perguntou sobre as medidas adicionais Miguel Manso

Foi a primeira vez, desde que Portugal passou a ser financiado maioritariamente pela troika, que foi realizada uma emissão de obrigações de tesouro (OT) a 10 anos, o prazo que é considerado como a principal referência nos mercados de dívida pública internacionais.<_o3a_p>

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério das Finanças, a procura ultrapassou os 10 mil milhões de euros e foi garantida em 86% por investidores estrangeiros. A City londrina esteve em destaque, já que 27% da procura é proveniente do Reino Unido.<_o3a_p>

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da emissão, Maria Luís Albuquerque, secretária de Estado do Tesouro, e João Moreira Rato, presidente do IGCP (a agência que gere a dívida pública portuguesa) não esconderam o seu entusiasmo com a forma como a dívida pública portuguesa conseguiu atrair os investidores. "Estamos de facto de regresso aos mercados", disse a secretária de Estado, que falou ainda de "um grande êxito" ao referir-se à emissão de hoje.<_o3a_p>

Moreira Rato, por seu lado, afirmou que tem sido notório o interesse dos investidores na dívida portuguesa em vários prazos. O que permite antecipar a possibilidade de, nos próximos meses, se normalizar a oferta de OT, com "uma presença regular", através de emissões, possivelmente leilões. A emissão de hoje foi feita através de um sindicato bancário.<_o3a_p>

Maria Luís Albuquerque disse que a emissão desta terça-feira serve para garantir já o financiamento de 2014, porque o financiamento de 2013 já estava assegurado antes desta operação. <_o3a_p>

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