Passos Coelho: “Previsões são apenas previsões”

Primeiro-ministro reagiu aos resultados da 7ª avaliação da troika, reconhecendo que expectativas de crescimento e emprego não são animadoras.

No dia em que o país ficou a conhecer os resultados da 7ª avaliação do memorando de entendimento com a troika, Passos Coelho começou por sublinhar “a grande confiança que foi expressa relativamente a Portugal e o reconhecimento dos esforços e sacrifícios feitos”, bem como o facto de “as metas que o Governo propôs terem sido aceites pela troika”. Contudo, reconheceu, as perspectivas para o crescimento económico e o emprego não são animadoras.

“Mas previsões são apenas previsões”, referiu, acrescentando que o caminho passa por “aproveitar estas previsões para trabalhar no sentido de evitar que elas possam ser uma certeza”. E apontou como exemplo a aposta na “reforma estrutural para que a economia possa retomar o crescimento”, bem como a criação de “condições para que as empresas sejam mais capazes de reforçar os seus capitais e tenham formas menos arriscadas de efectuar as suas opções de financiamento”.

Palavras deixadas durante o discurso que proferiu ao final da tarde desta sexta-feira no encerramento do congresso da região de Aveiro, de onde levou “uma bomba calórica”. Uma caixa de ovos-moles oferecida pelo líder da comunidade intermunicipal aveirense, Ribau Esteves (PSD), “para que o primeiro-ministro possa ter energia e força”, referiu.

O líder da CIRA fez questão de deixar algumas recomendações ao chefe do Governo. Uma delas prende-se com a necessidade de o Executivo avançar com “uma reforma profunda do Estado, muito mais profunda do que aquela que já foi executada”. Da boca de Ribau Esteves também saíram alguns outros pedidos, nomeadamente para que o Governo não esqueça a “ligação ferroviária Aveiro-Salamanca”. 

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