Bruxelas vai acompanhar comércio de bacalhau para Portugal

Ministra da Agricultura anunciou que Comissão Europeia vai monitorizar este comércio para garantir que bacalhau vendido no país não foi submetido à cura química.

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A indústria portuguesa de transformação emprega mais de 1800 pessoas PÚBLICO/arquivo

“Hoje, o senhor comissário [da Saúde e Defesa do Consumidor] Borg anunciou que a Comissão irá proceder a uma monitorização do próprio comércio de bacalhau para Portugal para garantir que o mercado português não é, de forma nenhuma, afectado por estas decisões em matéria do uso dos polifosfatos”, afirmou Assunção Cristas aos jornalistas, à saída do Conselho de Ministros de Agricultura e Pescas da União Europeia (UE).

Portugal tem reivindicado que o futuro regulamento comunitário de cura química do bacalhau contemple uma excepção que assegure que se pode continuar a consumir bacalhau de acordo com a cura tradicional de salga, decorrendo actualmente negociações entre o Governo e a Comissão Europeia.

“Tem havido evoluções [nas negociações] para que se garanta que, em Portugal, se continua a consumir o bacalhau com a cura tradicional, com a salga tradicional”, disse a ministra, acrescentando que está a ser desenvolvido um “método de rotulagem que assegure que fica especificado no peixe que não tem o uso de polifosfatos”.

A 12 de Setembro, a Comissão Europeia adiou a votação da proposta sobre utilização de fosfatos no bacalhau e, nessa altura, teve início um processo de negociação com Portugal, tendo em vista a definição de medidas que atenuem o impacto desta alteração legislativa sobre a indústria portuguesa.

A proposta, apresentada pela Islândia e pela Noruega, visa obter a autorização da UE para introduzir aditivos alimentares no bacalhau de salga húmida.