Vitalino Canas diz que “não houve falha” de comunicação entre Governo e Cavaco

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Vitalino Canas Nuno Ferreira Santos/Arquivo

“Não vejo aí nenhuma falha [de comunicação]. Acho que o Partido Socialista e o Governo do PS têm mostrado grande lealdade institucional e que deve ter como contra partida uma cooperação institucional entre os órgãos”, afirmou Vitalino Canas, relembrando que a revisão ao Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) “é da competência do Governo e, eventualmente, da Assembleia da República”.

Sobre as novas medidas de austeridade, Vitalino Canas defendeu que “são necessárias” para que o Governo não deixe “a mínima dúvida de que pretende cumprir os seus objectivos, a todo o custo”. “O nosso objectivo [na redução do défice] é de 4,6 por cento, mas se verificar que conseguimos ultrapassar esse objectivo penso que será um bom indicador do Governo e um aviso aos mercados internacionais”, disse.

Por isso, na apresentação da moção estratégica de José Sócrates na Federação Regional do Oeste, o dirigente socialista advogou que o Governo pode ser ainda “mais ambicioso” nas propostas à consolidação orçamental. E que boa parte dessas medidas já estão presentes nas linhas orientadoras do documento: “A moção procura o equilíbrio entre a necessidade de manter a essência do Estado Social, reformando-o, tornando-o mais eficaz e mais leve do ponto de vista das finanças públicas e da redução da despesa”, referiu.

Vitalino Canas declarou ainda que o PS conta com os partidos da oposição e com o Presidente da República para uma estabilidade política, assim como receber “mais solidariedade da Europa para ajudar a resolver os problemas”. “Esta moção faz uma profissão de fé muito clara na cooperação institucional entre os vários órgãos de soberania. Não pode ser só o Governo a puxar a carroça porque se assim for a estabilidade política estará ameaçada”, rematou.

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