Quando Kenneth Branagh revelou ao mundo o farfalhudo bigode que escolheu para interpretar Hercule Poirot em Um Crime no Expresso do Oriente, não faltaram opiniões (pró e contra) sobre a aptidão ou sensatez de tal implemento facial. Nada disso implicava revelar o porquê do detective belga criado por Agatha Christie ter deixado crescer o rebuscado bigode. Mais ainda: não precisávamos de saber e não tínhamos de saber. Mas Branagh, o produtor Ridley Scott e o argumentista Michael Green não resistiram a dizer-nos na mesma como é que o bigode apareceu. E esse é apenas um dos males menores de Morte no Nilo, fita feita de olho num potencial “franchise cinematográfico” Poirot, e que parece ter aprendido todas as lições erradas do êxito do filme de 2017: deita fora o que de bom ainda havia naquela adaptação e guarda apenas o que havia de mau!
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Quando Kenneth Branagh revelou ao mundo o farfalhudo bigode que escolheu para interpretar Hercule Poirot em Um Crime no Expresso do Oriente, não faltaram opiniões (pró e contra) sobre a aptidão ou sensatez de tal implemento facial. Nada disso implicava revelar o porquê do detective belga criado por Agatha Christie ter deixado crescer o rebuscado bigode. Mais ainda: não precisávamos de saber e não tínhamos de saber. Mas Branagh, o produtor Ridley Scott e o argumentista Michael Green não resistiram a dizer-nos na mesma como é que o bigode apareceu. E esse é apenas um dos males menores de Morte no Nilo, fita feita de olho num potencial “franchise cinematográfico” Poirot, e que parece ter aprendido todas as lições erradas do êxito do filme de 2017: deita fora o que de bom ainda havia naquela adaptação e guarda apenas o que havia de mau!