Marcelo Rebelo de Sousa terá feito se não o melhor, ao menos dos melhores discursos que já lhe ouvi. Não se enleou na espuma dos dias e no tempo consumido avidamente (Byung-Chul Han, O aroma do tempo) e fez um exercício de afastamento e de verdadeiro corte epistemológico (Bachelard). Pôs o dedo na ferida. Numa ferida que vai medrando e tendo cíclicas aparições públicas, como no “caso das estátuas” ou do Padrão dos Descobrimentos. Filho de ministro em ditadura, constituinte em período ainda revolucionário, o PR é uma das várias pessoas que contêm em si as contradições singulares da transição democrática portuguesa.
A verdade faz-nos mais fortes
Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.
Marcelo Rebelo de Sousa terá feito se não o melhor, ao menos dos melhores discursos que já lhe ouvi. Não se enleou na espuma dos dias e no tempo consumido avidamente (Byung-Chul Han, O aroma do tempo) e fez um exercício de afastamento e de verdadeiro corte epistemológico (Bachelard). Pôs o dedo na ferida. Numa ferida que vai medrando e tendo cíclicas aparições públicas, como no “caso das estátuas” ou do Padrão dos Descobrimentos. Filho de ministro em ditadura, constituinte em período ainda revolucionário, o PR é uma das várias pessoas que contêm em si as contradições singulares da transição democrática portuguesa.