Há uma espécie de misterioso encantamento que se desprende do mais recente disco, o quarto, de Dom La Nena, Tempo. Podia corresponder a um sentimento gerado durante a espera imposta pela pandemia, pela reclusão, pelo afastamento forçado do público. Mas essa percepção é enganosa. A espera que gerou este disco foi outra: a de uma nova vida em gestação. Dom La Nena criou e gravou a maioria das canções durante a sua gravidez e as interrogações que o disco coloca têm a ver com essa espera. A doce melancolia que exala do disco justifica-se ainda pelo método: foi ela que cantou, tocou e produziu tudo.
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Há uma espécie de misterioso encantamento que se desprende do mais recente disco, o quarto, de Dom La Nena, Tempo. Podia corresponder a um sentimento gerado durante a espera imposta pela pandemia, pela reclusão, pelo afastamento forçado do público. Mas essa percepção é enganosa. A espera que gerou este disco foi outra: a de uma nova vida em gestação. Dom La Nena criou e gravou a maioria das canções durante a sua gravidez e as interrogações que o disco coloca têm a ver com essa espera. A doce melancolia que exala do disco justifica-se ainda pelo método: foi ela que cantou, tocou e produziu tudo.