Ana Gomes é “populista” ou uma “política popular com um forte estilo de combate”?

O estilo “combativo” de Ana Gomes é o suficiente para a considerar uma candidata populista? Os investigadores e politógos ouvidos pelo PÚBLICO dizem que isso não chega e alertam para o perigo de se esvaziar o termo.

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Ana Gomes é ex-eurodeputada do PS e candidata a Belém Rui Gaudencio/Arquivo

Conhecida pelo seu “forte estilo combativo” e tendo a luta contra a corrupção como uma das suas principais bandeiras, Ana Gomes tem sido referida por parte da opinião pública como uma candidata populista. A militante e ex-eurodeputada do PS afasta as críticas, diz que quer ser “a voz do socialismo democrático” e recorda o seu passado enquanto diplomata. “As pessoas confundem popular com populismo”, disse ainda, numa entrevista à RTP. No último domingo, o debate político reacendeu-se, depois de ter usado a expressão “múmia paralítica” para se referir ao antigo Presidente da República, Cavaco Silva. Ainda que concordem que as escolhas estilísticas dos candidatos “pouco contribuem para a qualidade do debate político”, os investigadores ouvidos pelo PÚBLICO dizem que é prematuro considerar nesta altura que candidata é populista, argumentando que Ana Gomes não se apresenta como anti-sistema, nem antidemocrática, nem tão-pouco diz ser “a única salvação” ao dispor dos portugueses. E, para a professora de Sociologia Política Paula do Espírito Santo, até a referência à “múmia paralítica” pode ser relativizada.

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Conhecida pelo seu “forte estilo combativo” e tendo a luta contra a corrupção como uma das suas principais bandeiras, Ana Gomes tem sido referida por parte da opinião pública como uma candidata populista. A militante e ex-eurodeputada do PS afasta as críticas, diz que quer ser “a voz do socialismo democrático” e recorda o seu passado enquanto diplomata. “As pessoas confundem popular com populismo”, disse ainda, numa entrevista à RTP. No último domingo, o debate político reacendeu-se, depois de ter usado a expressão “múmia paralítica” para se referir ao antigo Presidente da República, Cavaco Silva. Ainda que concordem que as escolhas estilísticas dos candidatos “pouco contribuem para a qualidade do debate político”, os investigadores ouvidos pelo PÚBLICO dizem que é prematuro considerar nesta altura que candidata é populista, argumentando que Ana Gomes não se apresenta como anti-sistema, nem antidemocrática, nem tão-pouco diz ser “a única salvação” ao dispor dos portugueses. E, para a professora de Sociologia Política Paula do Espírito Santo, até a referência à “múmia paralítica” pode ser relativizada.