Por causa do medo, portugueses estão a resistir ao desconfinamento

Portugueses continuam a desmarcar consultas e a evitar sair à rua mais do que o estritamente necessário. A larga maioria não tenciona passar férias fora de casa, numa altura em que ascendem aos 28% os que acusam deterioração da saúde mental, segundo inquérito da Universidade Católica. Governo desdobrou-se ontem nos apelos a que as pessoas saiam de casa.

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Se o medo não se dissipar, as ruas e esplanadas podem ficar vazias mais tempo do que o necessário PAULO PIMENTA (arquivo)

Receosos de serem infectados ou de perder o emprego ou rendimento, nervosos e deprimidos ao fim de dois meses fechados em casa, os portugueses não parecem preparados para o desconfinamento. Um inquérito do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica feito a 898 portugueses, numa amostra representativa da população, entre os dias 6 e 11 de Maio, mostra, por exemplo, que os portugueses continuam a evitar transportes públicos e as idas aos hospitais e centros de saúde, apesar dos apelos para que não deixem de ir, lançados repetidamente pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

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Receosos de serem infectados ou de perder o emprego ou rendimento, nervosos e deprimidos ao fim de dois meses fechados em casa, os portugueses não parecem preparados para o desconfinamento. Um inquérito do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica feito a 898 portugueses, numa amostra representativa da população, entre os dias 6 e 11 de Maio, mostra, por exemplo, que os portugueses continuam a evitar transportes públicos e as idas aos hospitais e centros de saúde, apesar dos apelos para que não deixem de ir, lançados repetidamente pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).