Samu lançou o foguete, mas o Benfica apanhou as canas

Golo de Carlos Vinícius consumou reviravolta a quatro minutos dos 90, frente a um adversário que ficou reduzido a dez elementos desde o 26.º minuto, o que nunca o impediu de alimentar o sonho da Taça.

Foto
LUSA/JOSE COELHO

O Benfica foi obrigado a sofrer antes de garantir a passagem aos oitavos-de-final da Taça de Portugal, consumada por Carlos Vinícius, autor do golo da reviravolta, já nos instantes finais do jogo de Vizela (1-2).

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

O Benfica foi obrigado a sofrer antes de garantir a passagem aos oitavos-de-final da Taça de Portugal, consumada por Carlos Vinícius, autor do golo da reviravolta, já nos instantes finais do jogo de Vizela (1-2).

A equipa da casa mostrou à saciedade a condição de líder da Série A do Campeonato de Portugal, pegando no jogo, marcando e defendendo com rigor uma vantagem que até poderia ter sido ampliada, mesmo depois de os vizelenses terem ficado reduzidos a dez jogadores, por expulsão de Ericson (26’).  

Com cinco novidades no “onze” - Zoblin, Ferro, Samaris, Jota e Raúl de Tomás surgiram de início -, o Benfica entrava praticamente a perder, surpreendido por um foguete de Samu, a garantir uma vantagem que o Vizela acabou por justificar com um futebol organizado, envolvente e de grande precisão nas transições...  rápidas e objectivas. 

The partial view '~/Views/Layouts/Amp2020/NOTICIA_POSITIVONEGATIVO.cshtml' was not found. The following locations were searched: ~/Views/Layouts/Amp2020/NOTICIA_POSITIVONEGATIVO.cshtml
NOTICIA_POSITIVONEGATIVO

O Benfica acreditava que poderia acelerar o jogo a qualquer momento, mas o Vizela só tremia em lances de bola parada, com Grimaldo a responder com perigo. Destemidos, os minhotos espreitavam o segundo golo, mas Diogo Ribeiro e Cann não aproveitaram duas situações flagrantes ainda na primeira parte.

Jota tentou, num par de remates, desmoralizar a equipa de Álvaro Pacheco. Mas o Benfica estava, definitivamente, em noite desinspirada, criando poucos desequilíbrios. 

O Vizela disfarçava na perfeição a saída de cena do médio, obrigando Bruno Lage a consultar os compêndios em busca da centelha imprescindível para operar a reviravolta. 

E foi já com Carlos Vinícius em campo que Raúl de Tomás acabou por resgatar o Benfica, igualando a partida a 20 minutos dos 90, na sequência de um cruzamento de Jota. Apesar do soco no estômago, o Vizela não se deixava intimidar, mesmo quando, dois minutos volvidos, ficou a ver a barra da baliza a abanar. Grimaldo estava cada vez mais perto do golo, mas foi Vinícius, depois de um cabeceamento sacudido por Cajó, a tirar a equipa de apuros, evitando o prolongamento num lance que aniquilou a esperança vizelense depois de exibição tão positiva.