Sumol+Compal sai da bolsa trinta anos após a sua estreia

Retirada da empresa do mercado de capitais tinha sido proposta pelo principal accionista, e foi aprovada esta quinta-feira com 93,8% dos votos.

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Empresa é controlada pela Refrigor, da família Eusébio DR

A Sumol+Compal vai sair da bolsa de Lisboa, de acordo com uma decisão que saiu esta quinta-feira da assembleia geral da empresa e que teve o apoio de 93,79% do capital social. De acordo com o comunicado da empresa, enviado ao regulador do mercado de capitais, apenas o BPI Portugal votou contra (fundo ligado ao banco com o mesmo nome e que é dono de 0,52% da sociedade).

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A Sumol+Compal vai sair da bolsa de Lisboa, de acordo com uma decisão que saiu esta quinta-feira da assembleia geral da empresa e que teve o apoio de 93,79% do capital social. De acordo com o comunicado da empresa, enviado ao regulador do mercado de capitais, apenas o BPI Portugal votou contra (fundo ligado ao banco com o mesmo nome e que é dono de 0,52% da sociedade).

Agora, diz a empresa, “o conselho de administração da Sumol+Compal (S+C) ficou encarregado de, no imediato, promover, junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a tramitação necessária com vista ao cumprimento desta deliberação”, que fará encolher um pouco mais a dimensão da Euronext  Lisboa.

Controlada pela família Eusébio através da Refrigor (holding que controla 93,6% dos direitos de voto), a S+C (ex-Sumolis) teve a sua estreia na bolsa de Lisboa em 1987, com a abertura de capital ao público em geral.

Na proposta que apresentou para a retirada da empresa do mercado de capitais, e que implica o pagamento de 1,7181 euros por acção, a Refrigor explica que esta estratégia deve-se a factores como a reduzida dispersão de capital e o “aparente afastamento dos accionistas minoritários da vida societária e institucional” da S+C. Da mesma forma, destaca-se que a Refrigor não pretende "a curto prazo, dispersar no mercado a participação por si detida na S+C, nem promover um aumento de capital com recurso a subscrição pública”.