Marcelo diz que segundo mandato é “pôr o carro à frente dos bois”

Debate na TVI24 com Paulo de Morais.

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"O partido não pode renunciar a ser popular", defendeu Marcelo Rebelo de Sousa Nuno Ferreira Santos

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa disse nesta quarta-feira que o cumprir de um eventual segundo mandato se chegar a Belém é "pôr o carro à frente dos bois", mesmo reconhecendo optimismo face às sondagens que têm sido reveladas.

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O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa disse nesta quarta-feira que o cumprir de um eventual segundo mandato se chegar a Belém é "pôr o carro à frente dos bois", mesmo reconhecendo optimismo face às sondagens que têm sido reveladas.

"Uma coisa é certa: quem mais ordena é o povo. Até ao momento da votação tem exactamente a mesma hipótese de ser eleito Paulo Morais que eu", disse Marcelo Rebelo de Sousa num "frente a frente" na TVI24, canal de cabo da TVI, com Paulo de Morais, também candidato à Presidência da República.

Morais, por seu turno, reconheceu que as sondagens são um "bom indicador", mas advogou que o que conta é "o resultado eleitoral", tendo acrescentado que numa eventual segunda volta das eleições sem a sua presença votará em branco: "Nenhum [dos candidatos] defende os mesmos princípios que eu", afirmou.

Ambos os candidatos foram questionados sobre o prazo de entrega do Orçamento do Estado do Governo do PS: nesta matéria, Marcelo declarou não achar "escandaloso" que o documento chegue com um mês e meio do executivo no poder, embora admitindo que "podia ser um bocadinho" menor o tempo de apresentação do Orçamento.

Paulo de Morais, por seu turno, foi mais taxativo: "O Orçamento do Estado devia ser algo muito simples, decidir em que é que o estado vai gastar a receita a que vai ter acesso", advogou, pedindo a entrega rápida do texto.

Em comum, ambos defenderam um reforço de meios no combate à corrupção.

Marcelo Rebelo de Sousa, candidato recomendado por PSD e CDS-PP, vincou ser necessário um "reforço" dos meios de investigação a este crime ao nível, por exemplo, da Polícia Judiciária e do Ministério Público.

Já Paulo de Morais realçou que, se for eleito Presidente, irá convocar o parlamento "extraordinariamente" com um único ponto na agenda, a discussão de uma "estratégia contra a corrupção".

O candidato aproveitou ainda para descrever Marcelo como o aspirante a Belém que "desdramatiza tudo".

"O objectivo [de Marcelo Rebelo de Sousa] é não criar ondas na vida política portuguesa. É uma característica que não é minha", sustentou Paulo de Morais.

Na resposta, o candidato com recomendação à direita sublinhou que defender a estabilidade do regime "não é pactuar com o que seja injusto" a nível social em Portugal".

As eleições presidenciais sucedem a 24 de Janeiro.