PSD quer "pedido de desculpas formal" do PS
Sociais-democratas revoltados com declarações de João Galamba sobre Cavaco Silva.
“São declarações que consideramos que são de falta de respeito pessoal e institucional pelo senhor Presidente da República e que cremos que merecem um pedido de desculpa do próprio e do Partido Socialista, um pedido de desculpas formal que esperamos que aconteça, se não antes, pelo menos no decurso deste congresso”, afirmou Francisca Almeida, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD.
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“São declarações que consideramos que são de falta de respeito pessoal e institucional pelo senhor Presidente da República e que cremos que merecem um pedido de desculpa do próprio e do Partido Socialista, um pedido de desculpas formal que esperamos que aconteça, se não antes, pelo menos no decurso deste congresso”, afirmou Francisca Almeida, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD.
Lembrando a mensagem de Cavaco Silva durante as comemorações do 25 de Abril, nas quais o Presidente da República pediu “consenso político”, a deputada deixou o desejo do PSD que os trabalhos no congresso socialista que hoje arranca decorram “da melhor forma possível” e “sob o signo desse consenso”.
“O que não gostávamos de facto (...) de ver neste congresso do PS seriam declarações como as que ontem vimos de um destacado deputado do PS, a propósito da mensagem do senhor presidente da República. Declarações que consideramos que são elas próprias a negação daquele que é o espírito do 25 de Abril, de tolerância e de democracia”, frisou.
A deputada disse referir-se a João Galamba, deputado do Partido Socialista que, sobre a mensagem do chefe de Estado, escreveu quinta-feira na sua conta pessoal no Twitter: "Cavaco quer cumprir o tratado orçamental mas queixa-se da austeridade generalizada em toda a Europa. É oficial: endoidou.”
Galamba escreveu ainda que foi um “discurso miserável de um miserável Presidente. Que vergonha”.
Francisca Almeida salientou ser “chegada a hora de o PS reflectir muito profundamente, não só sobre as suas responsabilidades do passado, mas sobretudo sobre as suas responsabilidades do presente e do futuro”.