Seguro acusa Governo de não saber defender interesses portugueses na Europa

O secretário-geral do PS exigiu mais iniciativa do Governo de Portugal junto de Bruxelas.

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Seguro defendeu que devia estar outro primeiro-ministro sentado no Parlamento Daniel Rocha

Seguro lembrou que “os juros que Portugal está a pagar foram negociados em Junho de 2011, pouco tempo após a tomada de posse do Governo” do PSD/CDS. Neste sentido, o líder do PS acusou: “O que o país tem beneficiado não é da sua iniciativa, o senhor vai atrás dos outros.”

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Seguro lembrou que “os juros que Portugal está a pagar foram negociados em Junho de 2011, pouco tempo após a tomada de posse do Governo” do PSD/CDS. Neste sentido, o líder do PS acusou: “O que o país tem beneficiado não é da sua iniciativa, o senhor vai atrás dos outros.”

O secretário-geral do PS reagia assim a explicações anteriores do primeiro-ministro sobre a posição assumida em relação ao financiamento da Grécia no âmbito do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. Passos Coelho garantiu que vai manter a mesma postura e recusou um segundo resgate.

“Vou continuar a fazer o mesmo, andar pouco de megafone a fazer reclamações, mas a obter resultados. Foi assim nos juros dos empréstimos, foi assim na trajectória do défice e com as condições dadas à Grécia”, disse o primeiro-ministro.

António José Seguro disse ainda que o primeiro-ministro está “isolado, perdido e alheado da realidade do país”. E vincou que Portugal “precisa de ter um Governo que fale a uma voz e não a duas vozes”.

Em resposta, Passos Coelho assegurou que “no Governo ninguém fala a duas vozes” e que existe uma “posição clara”.