Crítica
Pau de Sangue
Em termos de pura força visual, "Pau de Sangue" constitui, porventura, o mais conseguido ensaio de Flora Gomes para construir um cinema nacional guineense: o rigor dos enquadramentos, a relativa maestria com que contorna dificuldades técnicas, a forma como administra o imaginário étnico conferem ao filme um certo poder de intervenção, a nível do simbólico. No entanto, o reverso da medalha não se faz esperar. Ao contrário da agilidade narrativa de "Os Olhos Azuis de Yonta", por exemplo, depressa nos apercebemos do carácter programático das imagens e de alguma facilidade na manipulação dos símbolos. O resultado é, à vez, confuso e autocomplacente, o que é pena se atendermos à beleza de muitas das sequências.
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Em termos de pura força visual, "Pau de Sangue" constitui, porventura, o mais conseguido ensaio de Flora Gomes para construir um cinema nacional guineense: o rigor dos enquadramentos, a relativa maestria com que contorna dificuldades técnicas, a forma como administra o imaginário étnico conferem ao filme um certo poder de intervenção, a nível do simbólico. No entanto, o reverso da medalha não se faz esperar. Ao contrário da agilidade narrativa de "Os Olhos Azuis de Yonta", por exemplo, depressa nos apercebemos do carácter programático das imagens e de alguma facilidade na manipulação dos símbolos. O resultado é, à vez, confuso e autocomplacente, o que é pena se atendermos à beleza de muitas das sequências.