Partido suíço quer banir PowerPoint para melhorar a produtividade

06.07.2011 - 18:23 Por Hugo Torres
A Suíça tem um novo partido, o Anti-PowerPoint Party (APPP). O nome denuncia todo o programa político, mas deixa espaço para a surpresa dos argumentos usados para banir o popular software de apresentação: o país perde anualmente 2,1 mil milhões de francos suíços (cerca de 1,75 mil milhões de euros) com a sua utilização.
A estimativa dos fundadores do APPP começa a construir-se nos 11 por cento da população suíça que, segundo os próprios, é confrontada regularmente com apresentações em PowerPoint, cada uma com um mínimo de dez pessoas. Destas, 85 por cento ficam desmotivadas com estes encontros, feitos em média duas vezes por semana.
Estes são os números que conduzem aos 2,1 mil milhões de francos suíços perdidos todos os anos, nas contas do APPP, que destaca o papel desempenhado pelo PowerPoint na queda da produtividade. Na Suíça e no resto do planeta. Recorrendo ao mesmo processo matemático – cujos detalhes ficam por explicar –, o partido avança que na Europa se perdem 110 mil milhões de euros.
O APPP afirma-se como um “movimento internacional”, com uma matriz sensível a 250 milhões de pessoas (mais uma vez, a estimativa é da responsabilidade dos próprios). Na Suíça, querem chegar aos 33 mil militantes (“proponentes”) e ser o quarto maior partido do país.
O objectivo é claro: “influenciar as pessoas a acabar com o fenómeno do tempo ocioso na economia, na industria, na investigação, e nas instituições de ensino. Deve ser prestada particular atenção aos danos económicos que resultam das apresentações em PowerPoint”, lê-se no site do partido. Alternativas? Quadro e marcador – os flipcharts.
Matthias Pöhm, fundador do APPP, assegura que sim: “Tenho um princípio de funcionamento que sempre me ajuda: não quero ter razão, apenas quero o melhor resultado. Em mais de 14 anos de treino a falar em público, tenho notado que os flipcharts são melhores do que o PowerPoint em 95 por cento dos casos. Isto não é wishful thinking, é experiência comprovada”.

