Os acidentes em passagens de nível caíram 84% nos últimos 12 anos, revelou a Refer, que justifica com a eliminação de infra-estruturas, a sua substituição por passagens desniveladas e caminhos alternativos ou o reforço da sua segurança.
De acordo com o balanço da Refer - Rede Ferroviária Nacional, foram eliminadas 1445 passagens de nível entre 1999 e 2011, registando-se nesse período menos 129 acidentes, dos quais menos 33 mortos.
Em 1999 havia 2494 passagens de nível, tendo-se verificado 154 acidentes, 37 dos quais mortais. No ano passado, o número de passagens de nível baixou para 1049 (menos 58%) e os acidentes para 25, com quatro mortos.
O primeiro ano das estatísticas, 1999, coincide com a nova legislação que proíbe a construção de mais passagens de nível e determina a substituição das de maior risco e a instalação de equipamentos de protecção em função dos tráfegos ferroviário e rodoviário. A Refer assinala que foi superada a meta fixada, em 2006, de redução de 60% dos acidentes em passagens de nível em 2015, tendo como referência os 72 ocorridos em 2005.
Segundo a empresa pública, que gere as infra-estruturas ferroviárias, quase metade das passagens de nível, 48%, tem protecção: guarda, sinalização sonora e visual e/ou obstáculos.
A Rede Ferroviária Nacional precisa que, nos últimos 12 anos, foram construídas cerca de 540 passagens desniveladas e 745 caminhos alternativos, bem como reforçada a segurança (com equipamentos de protecção) de 652 passagens de nível.
Apesar da descida do número de acidentes, que a Refer atribuiu ainda a campanhas de sensibilização, quase todos (mais de 95%) devem-se a “transgressão, imprudência, desrespeito ou incumprimento da sinalização”. A maioria das vítimas, adianta, “são utilizadores regulares destes atravessamentos, que, tantas vezes por hábitos e rotinas, descuram as regras de segurança”.


