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Polícia inglesa chegou a pedir informações a Portugal

Freeport: arquivamento no Reino Unido sem implicações para Portugal

13.11.2009 - 12:46 Por António Arnaldo Mesquita

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Apesar de as autoridades britânicas terem dado como encerrado o caso Freeport, esta decisão não afecta o prosseguimento das investigações em Portugal. As autoridades portuguesas continuam a aguardar a chegada dos elementos solicitados a Londres relacionados com o rastro do dinheiro, apurou o PÚBLICO junto de fontes judiciais.
Autoridades inglesas encerraram processo Autoridades inglesas encerraram processo (Pedro Cunha)

A decisão de dar por encerradas as investigações autónomas abertas em Inglaterra em 2007 foi tomada pelo Serious Fraud Office (SFO) e pela Overseas Anti-Corruption Unit. De acordo com o "Expresso", a decisão terá sido tomada ontem e deve-se à falta de elementos suficientes para poderem constituir arguidos em Inglaterra e avançar com uma acusação.

O "Diário de Notícias" acrescenta que a polícia informou Charles Smith de que o seu interrogatório previsto para Dezembro foi cancelado e a caução a que estava sujeito em Inglaterra foi levantada.

A polícia inglesa chegou a pedir informações a Portugal, no início deste ano, através de uma carta rogatória. Nessa altura apresentaram, ainda, uma lista de seis cidadãos britânicos suspeitos de estarem envolvidos no caso. Um deles, Charles Smith, veio a ser constituído arguido em Portugal, por residir no país.

Mas, em relação aos outros cinco, não foram reunidos indícios suficientes. Sean Collidge, Gary Russell, Jonathan Rawnsley, Rick Dattani e William Mckinney Junior deixam, assim, de estar debaixo de olho das autoridades em Londres. Grande parte da investigação inglesa estava suportada pelos dados fornecidos pelo Ministério Público português.

Posteriormente, as autoridades portuguesas pediram também algumas informações a Londres, mas a resposta ainda não chegou aos procuradores detentores do processo em Portugal, Pais de Faria e Vítor Magalhães. Contudo, o mesmo jornal explica também que a probabilidade de a informação ser suficiente é baixa, já que 75 por cento dos arquivos de contabilidade do Freeport foram queimados num incêndio. Além disso, o acesso aos emails internos do grupo relativos a Portugal não deverá ser possível, pois as autoridades inglesas alegam que estão protegidos por segredo profissional.

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Comentário + votado

Caca de galinha!

Realmente senhores pequeninos do Público, nomeadamente o Director de má memória José Manuel ...

Alice Guedes

13.11.2009 15:10

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