Francisco George: recusa de vacinação de profissionais de saúde aumenta desconfiança dos cidadãos

26.10.2009 - 12:31 Por Lusa
O director-geral da saúde reconheceu que a recusa de alguns médicos e enfermeiros em serem vacinados contra a gripe A potencia o sentido de desconfiança dos portugueses em relação à campanha de vacinação que começou hoje em Portugal.
Francisco George falava no Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde hoje começaram a ser vacinados os cerca de mil profissionais desta instituição contra a gripe A.
“Não faz qualquer sentido estar contra a vacinação [contra o H1N1], até porque quem integra estes movimentos não tem motivação científica para estar contra”, afirmou.
O director-geral da Saúde reforçou “a importância da vacina”, mas lembrou os princípios constitucionais que permitem aos cidadãos optar ou não pela vacinação. Francisco George sublinhou que “o país não vai estar dividido em dois blocos: os que se vacinam e os que não se vacinam”.
Esta cerimónia marca o arranque da vacinação contra a gripe A em Portugal, que numa primeira fase e durante os próximos 15 dias incluirá a administração de 54 mil doses da vacina.
Até ao final do ano, serão administradas um milhão de vacinas. Os restantes cinco milhões serão administrados durante o primeiro semestre de 2010.

