França e Suécia detectam variante de arroz transgénico americano

12.09.2006 - 14:10 Por AFP, Reuters
A França e a Suécia encontraram uma variante de arroz transgénico, LL 601, não autorizada na União Europeia, em amostras de arroz norte-americano. Os resultados dos testes nacionais ainda terão que ser confirmados por análises comunitárias, informou hoje a Comissão Europeia.
“Os dois Estados membros que detectaram a presença de OGM foram a França e Suécia”, disse uma fonte da Comissão Europeia, acrescentando que nenhum dos países utilizou métodos de análise validados. Por isso, estes resultados “serão verificados agora por um dos dois métodos validados pela Comissão”.
Estas informações surgem depois da Comissão Europeia ter confirmado ontem que 33 de um total de 162 resultados de amostras de arroz realizadas pela Federação Europeia dos Industriais de Arroz deram positivo para a variante LL601.
No mês passado, uma carga de 20 mil toneladas de arroz norte-americano destinada aos mercados britânico e alemão foi bloqueada no porto de Roterdão por suspeitas de estar contaminada com organismos geneticamente modificados (OGM). Depois da realização de testes, três contentores de arroz deram positivo e 20 negativo.
Os testes realizados na Alemanha deram negativo mas a Greenpeace Internacional alertou para a presença do arroz LL601 na cadeia de supermercados Aldi. A empresa já negou a acusação.
Entretanto, uma porta-voz da Bayer, em Frankfurt, disse que a empresa não vendeu ou produz arroz LL601 e que esta variante foi desenvolvida pela Aventis CropScience, empresa comprada pela Bayer em 2002, mas que a sua produção foi suspensa em 2001.
Actualmente é proibido o cultivo e venda de qualquer arroz transgénico na União Europeia.
Em Agosto, a Comissão Europeia reforçou as exigências às importações de arroz dos Estados Unidos para provar a inexistência de LL601, comercializado pela alemã Bayer AG e produzido nos Estados Unidos.
Esta decisão de Bruxelas surgiu depois das autoridades norte-americanas terem detectado vestígios de LL601, criado para resistir aos herbicidas, em amostras que seriam comercializadas.

