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Sampaio pede continuação da vigilância

DGS garante que Portugal sabe como recuperar do atraso na luta contra a tuberculose

12.09.2006 - 13:14 Por Lusa

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A doença é causada pelo bacilo de Koch A doença é causada pelo bacilo de Koch (DR)
O director-geral da Saúde, Francisco George, assegurou hoje que os serviços de saúde portugueses sabem como recuperar o atraso na luta contra a tuberculose e que vão avançar com medidas que atingirão este objectivo. Sem que o responsável tenha concretizado que iniciativas tem em vista, o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Combate à Tuberculose, Jorge Sampaio, apelou à manutenção da vigilância para que a "boa evolução" dos últimos anos não se perca.

Francisco George falava no final de um encontro promovido pelo organismo que dirige e que acolheu o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Combate à Tuberculose, Jorge Sampaio, representantes da Organização Mundial da Saúde e especialistas portugueses.

O encontro, onde foi delineada a situação portuguesa em relação à tuberculose, serviu para actualizar informações sobre esta doença, que mata anualmente dois milhões de pessoas em todo o mundo.

Em 2005, Portugal registou uma incidência de 31 casos novos por 100 mil habitantes.

Francisco George reconheceu que "a história da luta contra a tuberculose não é uma luta de grande sucesso", embora tenha avançado que "têm existido melhorias" nos últimos anos. Um dado fundamental para o director-geral da Saúde é a redução registada nos últimos 17 anos da possibilidade de um cidadão contrair a tuberculose em Portugal.

Francisco George, que garante saber como recuperar o atraso na luta contra a tuberculose, afirmou "os problemas estão identificados".

"Temos ideias, projectos, estratégias e estamos a caminhar em conjunto para tentar recuperar os atrasos nesta luta", disse, sem especificar como Portugal vai deixar de ter uma das mais altas taxas de incidência de tuberculose na Europa, como acontece actualmente.

Jorge Sampaio reconheceu a "boa evolução" de Portugal no combate à tuberculose, mas defendeu a continuação da vigilância nesta área. "Temos que nos manter vigilantes, para que as curvas que desceram não voltem a subir", disse o ex-Presidente da República, que é o primeiro enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Combate à Tuberculose.

No final deste encontro de especialistas portugueses e internacionais, o responsável pelo departamento da tuberculose na Organização Mundial da Saúde, em Genebra, lamentou que o último medicamento contra esta doença tenha sido descoberto há 35 anos. "É um caso de negligência de investigação a nível mundial", disse Mário Raviglione.

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